domingo, 5 de agosto de 2012

da minha psicologia

desde que entrei para o quinto ano, mudei algumas vezes de melhor amiga, gostei de vários rapazes que me desprezaram e humilharam, e só no meu 8º ano, sensivelmente, encontrei alguma estabilidade. o problema foi que o tempo que tive para me habituar a essa estabilidade pouco durou uma vez que tive de mudar de colégio.
isso fez com que eu passasse o meu 10º ano a dizer à minha melhor amiga que o que ela precisava era de encontrar alguém que a fizesse gostar da nova escola, como eu encontrei. depois passei o 11º a dizer-lhe que o melhor era não encontrar esse alguém, não fosse ela apanhar alguma desilusão. hoje percebo que, atendendo às circunstâncias, essa sempre fora uma necessidade minha e não dela (tanto que ela lidou bem com a a situação). e essa necessidade, tal como todas as necessidades (refiro-me às básicas) se não for satisfeita, torna-se perigosa. só que, não é uma necessidade real, é uma ilusão que nos consome cada vez mais porque nunca se vez realmente satisfeita.

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